As inscrições para o programa de mobilidade ERASMUS+, para o ano letivo 2020/2021, encontram-se abertas até dia 16 de fevereiro. Com o objetivo de dar a conhecer os destinos abrangidos para o curso de Ciência Política e Relações Internacionais, o NECPRI irá publicar uma série de testemunhos dos vários alunos que estudaram fora durante o primeiro semestre.
Dizem que realizar Erasmus nos expande os horizontes. Comigo, não foi diferente. Em maio do ano passado, tive a sorte de saber que tinha sido admitida no programa de intercâmbio europeu entre a NOVA e o Institute d’Études Politiques de Paris, também conhecido por Sciences Po. Assim, passei o primeiro semestre do meu último ano da licenciatura em Paris. A Sciences Po é uma universidade bastante prestigiada a nível internacional. No entanto, o que mais me motivou a escolhe-la como instituição de acolhimento ao meu Erasmus foram precisamente a qualidade de ensino e a exigência pelos quais ela se pauta.
Ao pisar o chão da universidade pela primeira vez, percebi, também, que iria passar um semestre num ambiente bastante multicultural e cosmopolita. Cerca de metade dos estudantes da Sciences Po vêm de outros países que não a França. Também os professores têm, muitas vezes, outras nacionalidades. Além disso, as línguas que compõem este ambiente internacional não se restringem somente às europeias. À Sciences Po chegam alunos de todo o mundo. Durante o semestre que lá passei, conheci estudantes norte-americanos, chineses, australianos, indianos, colombianos, italianos, alemães, brasileiros… ah e claro, franceses!
Devo, no entanto, ser sincera relativamente ao facto de que encontrar alojamento em Paris é uma tarefa extremamente trabalhosa. Paris é uma cidade muito grande e muito cara. Apesar de a universidade lhes fornecer dicas e conselhos, os estudantes têm que ser autónomos e procurar alojamento por si próprios, já que nem sempre as residências universitárias lhes garantem estadia durante o intercâmbio.
Paris é, também, uma cidade incessantemente deslumbrante. Não há momento algum em que deixem de existir atrações a ver ou a visitar na Cidade das Luzes. Desde o bairro dos artistas em Monmartre, mesmo ao lado da basílica do Sacre-Coeur, até às visitas ao último andar da Torre Eiffel, desde as clássicas obras de arte expostas no Musée d’Orsay até à mais elaborada peça de arte moderna do Centre Pompidou, desde os longos passeios noturnos ao longo do rio Sena até ao detalhado simbolismo do Axe Historique, que se estende dos jardins do Louvre ao Grande Arche de la Défense e onde se encontram a Place de la Concorde e o Arc du Triomphe, desde os segredos bem guardados nos vastos jardins de Versailles até à misteriosa catedral de Notre-Dame. Para não referir a irrecusável gastronomia francesa e a maravilhosa língua romântica.
Ao fim e ao cabo, posso dizer que voltei a Portugal com uma nova forma de ver a vida e de encarar os problemas. Voltei certamente com vontade de viajar mais e de aprender mais. A Sciences Po proporciona uma experiência Erasmus ligeiramente diferente das descrições tradicionais. Isto porque os estudantes cedo descobrem que irão dedicar muito mais tempo ao estudo do que aos passeios e à vida social. É uma experiência algo intensa. No entanto, é totalmente recompensadora porque nos permite crescer e aprender muito. A Sciences Po permitiu tornar-me uma cidadã da Europa e do mundo, mais consciente e mais autónoma. Em suma, realizar Erasmus na Sciences Po tem, definitivamente, o meu selo de aprovação.
Experiência ERASMUS da Helena Inácio.







